Pontos de execuções na Coreia do Norte são divulgados

Organização sul-coreana entrevistou mais de 600 refugiados do país vizinho, material que deu origem a um relatório sobre o assunto

Grupo de direitos humanos diz que a execução é usada para gerar medo na população (foto: Getty Images)

Grupo de direitos humanos diz que a execução é usada para gerar medo na população (foto: Getty Images)

A matéria de capa da Revista Portas Abertas deste mês fala sobre os campos de trabalho forçado existentes na Coreia do Norte e como isso afeta a vida dos cristãos no país. Uma das questões levantadas é com relação às execuções, realizadas indistintamente. Mas, de acordo com a rede de notícias BBC, as sentenças não ocorriam apenas dentro dos campos ou prisões.

Um relatório divulgado pela organização Transitional Justice Working Group, da Coreia do Sul, afirma ter identificado 318 lugares usados pelo governo norte-coreano para realizar execuções públicas no país. A informação veio à tona a partir de entrevistas com 610 refugiados que fugiram do país durante quatro anos.

As sentenças de morte ocorriam por crimes desde roubar uma vaca a assistir programas da televisão sul-coreana. As execuções ocorriam perto de rios, campos, mercados, escolas e ginásios esportivos. Segundo um grupo de direitos humanos, elas chegavam a reunir pelo menos mil pessoas para a aplicação da pena.

Os membros da família das pessoas sentenciadas, incluindo crianças, eram obrigados a assistir o evento. Além disso, os corpos raramente eram entregues às famílias e os locais de sepultamento não eram informados. De acordo com os relatos, a pessoa mais jovem a testemunhar uma execução tinha apenas 7 anos.

Fonte: Portas Abertas

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