O futuro da igreja no Norte da África

Para Sofia, líder de uma igreja doméstica na região, é preciso saber como lidar com os jovens e investir muito neles

Momento da refeição após o culto doméstico na casa de Sofia

Momento da refeição após o culto doméstico na casa de Sofia

Após Mustapha, do Norte da África, aceitar a Jesus, decidiu começar uma igreja doméstica em sua casa. A igreja na região está em diversas cidades e vilas como igreja doméstica. Cristãos se reúnem em uma casa enquanto o resto do mundo não sabe o que acontece lá dentro. Para os vizinhos pode ser uma “comemoração de aniversário” ou “uma refeição entre amigos”. Mas, na realidade é um encontro com oração, adoração, pregação, comunhão, comidas e bebidas.

Sofia, esposa de Mustapha, aceitou a Jesus depois do marido, mas hoje é líder de uma igreja doméstica. Ela explica: “O culto é um momento privilegiado. Eu posso até falar o horário que começa, mas não quando termina. As pessoas vão embora quando quiserem. Quando estamos juntos, ninguém quer ir embora. Começamos orando, de cinco a dez minutos, então adoramos, às vezes, por mais de trinta minutos. Depois, lemos ou estudamos a Bíblia. Quando temos um convidado, lhe damos a palavra. Outras vezes, sou eu, meu marido ou outra pessoa quem ensina sobre a Bíblia. No final, sempre encerramos com uma oração”.

Mas esse não é o fim do encontro. Eles continuam juntos. As crianças brincam, eles têm uma refeição juntos. Alguns trazem bolo e preparam jogos. Ficam juntos de cinco a seis horas, apenas passando tempo juntos, nada formal. “Nós podemos passar horas conversando porque é a única oportunidade que temos. Se eu encontro pessoas da igreja na rua não posso dizer oi e conversar. Isso porque se seus familiares virem, perguntarão de onde eles me conhecem”, ela explica.

A igreja em nosso país está crescendo. Na pequena cidade onde Sofia vive, agora há duas igrejas. “Antes não havia nenhum cristão, apenas meu marido”, ela compartilha. Quando se está em uma cultura muçulmana e uma pessoa se converte a Cristo, alguns pensam que a mudança acontecerá imediatamente. Acham que é fácil para uma pessoa que passou anos no islamismo, em meio a essa cultura, mudar radicalmente da noite para o dia porque conheceu a Jesus. “A mudança virá, mas aos poucos. É preciso ser paciente. Você tem que perdoar e, especialmente, ser muito gentil e moderado, principalmente quando fala com jovens. Não deve apressá-los, para que não fujam da igreja. Eu penso que o futuro da igreja no Norte da África depende da juventude. Eles são a próxima geração e devemos investir muito neles”, conclui Sofia.

Fonte: Portas Abertas

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