Igrejas domésticas permanecem firmes na China

Mesmo diante das restrições e fiscalizações do governo, cristãos chineses seguem sem medo da opressão

há 4 dias

Desde 2017, o governo chinês tenta sufocar as atividades religiosas e impedir que os jovens cheguem a Jesus. Em meio a toda pressão, as igrejas domésticas permanecem firmes

Desde 2017, o governo chinês tenta sufocar as atividades religiosas e impedir que os jovens cheguem a Jesus. Em meio a toda pressão, as igrejas domésticas permanecem firmes

Recentemente, duas colaboradoras da Portas Abertas, Laura* e Carolyn* visitaram igrejas domésticas na China. O intuito dessa visita foi descobrir como as igrejas estão lidando com as estratégias usadas pelo governo desde 2017 para sufocar as atividades e impedir que os jovens cheguem a Jesus. É válido lembrar que a nação mais populosa do mundo ocupa a 27ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2019.

Embora a mídia ocidental tenha relatado ocorrências de fechamento de igrejas, remoção de cruzes e prisão de pastores, milhares de igrejas domésticas continuam a se reunir em toda a China, apesar da constante vigilância dos funcionários do governo. Laura diz: “Sempre que fazemos a pergunta: ‘Como você persiste diante da pressão constante dos funcionários do governo?’, recebemos a mesma resposta: ‘Não temos medo!’”.

Cao* é um dos pastores que resistiu à enxurrada de restrições, mas permanece positivo e sem medo. “Eles vêm regularmente para nos assediar e encerrar as reuniões. Somos uma igreja de 800 pessoas e ainda nos reunimos em pequenos grupos, e também em grandes reuniões”, afirmou o líder.

De acordo com Cao, funcionários chegam em horários aleatórios, a cada 15 dias, e entram nas reuniões. “Às vezes é a polícia, outras o Departamento de Assuntos Religiosos ou os funcionários do governo e, em algumas visitas, todos juntos. A primeira coisa que olham é se há crianças ou adolescentes no prédio, pois jovens menores de 18 anos são proibidos de participar das atividades da igreja. Se houver crianças presentes, dizemos que tentamos, mas elas continuam chegando, não podemos detê-las”, declarou.

No entanto, os jovens chineses não são tão compreensivos com essa pressão. “Eles são muito proativos e querem ser livres para compartilhar o evangelho e se reunir sem restrições. Eles são muito corajosos e determinados. Mesmo sabendo das restrições, recentemente realizaram um acampamento durante cinco semanas em um local distante nas montanhas! O medo foi novamente dominado pela fé e ousadia”, afirmou o pastor. 

Em outra igreja, Laura e Carolyn foram convidadas a falar aos anciãos. “No entanto, quando nos preparávamos para a reunião, o pastor Shi* nos informou que a mensagem de texto tinha sido comprometida, por isso não era seguro”, destacou a colaboradora. O pastor Shi disse: “Não temos medo, mas estamos aprendendo a ouvir com muito cuidado os sussurros do Espírito. Ele está nisso conosco. Nós apenas precisamos obedecer a sua voz e confiar que ele conhece e vê todas as situações. Quando nós o seguimos, realmente não há nada a temer”.

Laura, Carolyn e outros trabalhadores da Portas Abertas continuam a se reunir com cristãos de todas as classes sociais em aldeias, vilas e cidades da China. O foco é apoiá-los e incentivá-los a crescer em sua fé, apesar da constante oposição do governo. Una-se a nós em oração por nossos irmãos chineses

* Nomes alterados por segurança

Fonte: Portas Abertas

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