Após ser presa no Irã, cristã passa a confiar ainda mais em Deus

Rachel, que foi para a prisão por sua fé em Jesus, garante que teve seu coração mudado e por isso tudo valia a pena

Mãe e filha juntas após fugirem do Irã

Mãe e filha juntas após fugirem do Irã

Duas semanas depois que Rachel*, cristã iraniana de quem já falamos, foi para a prisão, finalmente teve permissão para ligar para a filha. “Eu comecei a chorar assim que ouvi sua voz. Descobri que ela estava doente e se sentia muito mal”, lembrou. Ela tentou segurar as lágrimas o quanto pode, tentando parecer um pouco mais calma para a filha: “Eu estou bem, não se preocupe. Apenas seja gentil com seu pai e eu estarei de volta”.

A mulher sentada ao lado de Rachel ouviu sua ligação. Ela perguntou: “Porque está tornando isso tão difícil para você? Tudo por aquele Cristo”. Era uma pergunta que a cristã tinha aprendido a responder semanas antes. Por isso, foi firme em sua resposta à mulher: “Jesus é real. Ele mudou meu coração e é digno de receber tudo da minha vida”.

Depois de um mês na prisão, Rachel foi libertada sob fiança. Palavras não podem descrever a felicidade que sentiu quando pôde abraçar a filha novamente. “Ela não saía de perto de mim. Pediu para eu nunca mais a deixar de novo”. Segurando a filha, Rachel sabia que se ficasse no Irã, poderia voltar para a prisão, e dessa vez, poderiam levar seu marido também. Havia apenas uma única opção: fugir do país, não importando a dificuldade.

Agora, em uma casa fora do Irã, apesar de serem uma família assustada por suas experiências, cresceram na fé. “Na prisão, aprendi a realmente confiar em Deus em um nível profundo. Também mudei como mãe. Estou ainda mais apaixonada por ensinar minha filha sobre Cristo e gastar tempo lendo a Bíblia com ela”, disse Rachel.

Kimya*, alguns anos mais velha agora, é uma cristã forte apesar de tudo. “Minha filha viu como Deus trabalhou em minha vida e como ele nos ajudou a sair do país. Ela nunca teve uma visão de Jesus, mas isso foi um testemunho para ela”, explica Rachel.

*Nomes alterados por segurança.

Fonte: Portas Abertas

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