A perseguição aos cristãos na Jordânia

Mesmo havendo ilusão de liberdade para os cristãos, as tradições islâmicas estão embutidas na sociedade

Na Jordânia, os cristãos têm liberdade aparente, mas os valores islâmicos estão impregnados na sociedade

Na Jordânia, os cristãos têm liberdade aparente, mas os valores islâmicos estão impregnados na sociedade

Os dois tipos de perseguição predominantes na Jordânia são a opressão islâmica e o antagonismo étnico. No país que ocupa a 31ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2019, os cristãos recebem uma ilusão de liberdade, mas na verdade as tradições islâmicas estão embutidas na sociedade e impõem restrições à vida cristã. Monitoramento por parte do governo é comum. Cristãos ex-muçulmanos podem enfrentar marginalização e violência por parte da família. Mais e mais jordanianos estão se tornando radicais, aderindo à ideologia do Estado Islâmico, o que coloca os cristãos sob risco ainda maior.

A sociedade jordaniana é basicamente tribal, principalmente fora das grandes cidades. Depois da guerra de 1967 com Israel, a Jordânia ficou dividida entre puros jordanianos do Ocidente e palestinos-jordanianos da Cisjordânia. É provável que cristãos de ascendência palestina enfrentem dupla desvantagem.

Tanto a família quanto o governo pressionam os convertidos a voltarem ao islã, mas a pressão maior vem da família, podendo chegar a violência e morte. O tribalismo é forte e líderes de grupos étnicos também tentam forçar os cristãos ex-muçulmanos a abandonar a nova fé. O mesmo acontece com os líderes muçulmanos, que ainda consideram os convertidos como muçulmanos.

Movimentos islâmicos radicais são uma fonte de perseguição para os cristãos. Oficiais do governo monitoram igrejas e ministérios cristãos ativos na evangelização e os pressionam a parar suas atividades. As igrejas históricas, por sua vez, temem que qualquer forma de evangelismo resulte em repercussão contra todos os cristãos.

A maioria dos cristãos na Jordânia pertence a denominações católicas romanas e ortodoxas. No geral, eles desfrutam de um relativo alto nível de liberdade, mas enfrentam discriminação na área de emprego e restrições quanto à pregação pública. O testemunho público de um cristão ex-muçulmano pode levar à agressão física, prisão e morte. Os cristãos ativos em evangelismo e/ou discipulado enfrentam ameaças e obstruções na vida diária.

Fonte: Portas Abertas

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